Nutrição em doenças crônicas e obesidade

A obesidade representa o problema nutricional que mais cresce entre a população nos últimos anos, sendo considerada uma epidemia mundial. Observa-se um aumento do consumo de carboidratos refinados, açúcares, sódio, gordura trans e alimentos industrializados, acompanhado da redução do consumo de frutas, verduras e legumes, que aliado ao sedentarismo contribui para o aumento no número de casos de obesidade em todo o mundo.

A consequência da obesidade e de outros fatores como:  tabagismo,  consumo excessivo de bebidas alcoólicas, dislipidemias, consumo excessivo de sal,  ingestão insuficiente de frutas e verduras e a inatividade física levam ao surgimento das doenças crônicas, que são: dislipidemias (níveis altos de colesterol total, LDL, triglicerídeos e níveis baixos de HDL), hipertensão arterial e diabetes mellitus, que estão relacionadas portanto com a alimentação inadequada, hábitos alimentares e estilo de vida não saudáveis.

De acordo com a pesquisa VIGITEL, realizada em 2011, as doenças crônicas são as principais causas de morte no mundo, representando 63% dos óbitos em 2008 e no Brasil 70% das causas de mortes. Para tratar essas patologias, existem dois tipos de tratamento, o medicamentoso e não medicamentoso. O tratamento não medicamentoso visa o cuidado alimentar, atividade física e mudanças de hábitos de vida. Confira abaixo quais são os cuidados e recomendações que auxiliam no controle dessas doenças:

  • Hipertensão:

– Controle de peso: o IMC abaixo de 25 kg/m2 previne o desenvolvimento da hipertensão em 40%.

– Estilo alimentar: deve ser rico em frutas, hortaliças, fibras, minerais e leite com baixos teores de gordura.

– Redução do consumo de sal: a quantidade saudável é até 5 g sal/dia (cerca de uma tampinha de caneta bic).

– Consumo de alimentos ricos em fibra: promove maior saciedade e melhor controle de peso (exemplo: farelo de aveia, frutas, cevada, leguminosas (feijão, grão de bico, lentilha e ervilha), grãos e hortaliças).

  • Dislipidemias:
  • Cuidado alimentar: diminuir a ingestão de colesterol alimentar, encontrado em: gorduras animais, camarão, pele de aves, vísceras e alimentos fontes de carboidrato simples (ex: doces, biscoitos, açúcar, pães e massas). Também é recomendado a diminuição do consumo de gorduras trans (gordura vegetal hidrogenada), encontrada em: alimentos industrializados (ex: biscoitos de qualquer tipo, salgadinhos, fast foods) e margarina.
  • Aumentar o consumo de alimentos ricos em ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 e ômega-6, encontrado em: peixes de água fria (salmão, atum, sardinha), azeite de oliva extra-virgem e oleaginosas (nozes e castanhas).

–  Aumentar o consumo de fibras e diminuir o consumo de alimentos ricos em carboidratos/amidos.

Portanto é muito importante realizar mudanças no estilo de vida e na rotina de alimentação, afim de evitar o surgimento de doenças, sendo essencial o acompanhamento do nutricionista para adequar o seu plano alimentar, através de uma reeducação alimentar de forma personalizada e individual, de acordo com as necessidades de cada indivíduo.

 

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